Negritude e Iluminismo – II: A Democracia Aberta ou: Significado de Obama na Casa Branca.

A celebração da posse do novo presidente dos EUA de que nos fala a mídia tornou claro que as relações entre brancos e negros no Ocidente é uma questão de estratificação, uma desigualdade social, e nada tem a ver com qualquer ideológia de relação entre raças.

A ascenção do presidente Obama representa um triunfo da Democracia em sua capacidade política de fazer com que ninguém seja excluído.

Já observamos em postagem de Maio 2008 (ver Negritude e Iluminismo: Leopold Sédar Senghor) que acima de qualquer particularidade regional, de regime ou de país, o gênio helênico da antiguidade clássica imortalizou na Odisséia a presença histórica muito antiga dos povos negros na origem do Ocidente.

Logo no início do relato épico, os Etíopes estão contemplados entre os preferidos dos Deuses. Visitados pelo próprio irmão de Zeus, Poseidon, que os menciona expressamente.

Aliás, foi essa ausência de Poseidon afastando-se do Olimpo para estar com os povos negros que deu ensejo à intervenção de Atenéa promovendo a libertação de Odisseo e levando a epopéia até o fim.

Portanto, a presença dos negros na poética do gênio ocidental não é pouca coisa, não é simples menção “en passant”, mas compõe o destino épico.

Enfim, cabe sublinhar que a Odisséia tornou-se fonte para os modelos de civilização nas sociedades históricas devido justamente à figuração primeira da idéia de sociedade política.

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