Cultura e consciência coletiva

Com referência à análise da racionalização e em especial no tocante à Renascença, a utilização aplicada do
termo “cultura” em Max Weber se diferencia em certo aspecto da religião já que “afirma a noção de bens de
civilização sem alcance religioso imediato”.
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Ao comunicar sobre a sociologia o sociólogo faz algo mais do que um paper de universidade। Sua aproximação da matéria inclui a mais do caráter desinteressado do conhecimento científico uma mirada vinculada à prática profissional।

Desta sorte produz textos sociológicos, elaborações sobre a realidade social que aportam não só os resultados da sociologia que faz, mas igualmente revelam os procedimentos em vias de fazer.

Há uma indispensabilidade em produzir texto sociológico para a prática do sociólogo, na qual os resultados levam aos procedimentos e vice-versa ultrapassando a sugestão epistemológica de estabelecer um hiato entre contexto da descoberta e contexto da justificação.

Esta obra mostra que o estudo histórico da sociologia revelase uma pesquisa de sociologia dos quadros operativos da teoria sociológica,especialmente em relação a Max Weber e a Émile Durkheim.
Partindo deste último, elaboramos sobre o programa de uma sociologia da vida moral
desde o ponto de vista diferencial, levando em conta a microssociologia
e a autonomia relativa dos grupos em relação às classes e às sociedades globais.

Acentuamos a revalorização pedagógica da colocação do conhecimento em perspectiva sociológica, orientação esta atualmente solicitada para contrarrestar a filosofia abstrata das ciências cognitivas: para o sociólogo não há comunicação sem o psiquismo coletivo.

Entendendo que a linguagem humana exige uma união prévia, seguimos o realismo de Georges Gurvitch em relação ao interesse, alcance e especificidade da teoria sociológica distinguindo sem separar os elementos históricos e os elementos pouco ou não-históricos da realidade social. Desta sorte, aprofundamos a sociologia diferencial e a dialética acentuando o pluralismo social efetivo. Entende-se, portanto, que o subtítulo deste ensaio como Leituras Saint-Simonianas visa acentuar que a sociologia é ciência dos determinismos sociais e que suas raízes estão plantadas na sociedade industrial.

Quanto ao nosso estilo, contrariando as sugestões editoriais de que os escritos com disciplina científica devem ser impessoais, utilizamos a primeira pessoa do plural para afirmar a vontade vontade de valor ou de verdade

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Cultura e consciência coletiva: Leituras Saint-Simonianas de Teoria Sociológica
por
Jacob (J।) Lumier

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LEITURAS DO SÉCULO XX

SOCIOLOGIA

E-books de Jacob (J.) Lumier publicados entre 2005 e 2007:
Publicações On Line:
– Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura – O.E.I.
– Portal do Ministério de Educação MEC.br
(1) – Tópicos para uma Reflexão sobre a Teoria de Comunicação Social (relações entre tecnologias da informação e sociedade) (Artigo, 16 págs.) Internet, O.E.I. / E-book, PDF, 2006, http://www.oei.es/salactsi/conodoc.htm http://www.oei.es/salactsi/topicos.pdf
(2) – Comunicação social e sociologia do conhecimento: artigos (Ensaio 79 págs.) Inter-net, Portal MEC.br / E-book / pdf, 2007, Link: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=34320 http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000105.pdf
(3) – Leitura da Teoria de Comunicação Social desde o ponto de vista da Sociologia do Conhecimento (Ensaio, 338 págs.). Internet, O.E.I. / E-book / pdf, 2007, link:
http://www.oei.es/salactsi/lumniertexto.pdf
(4) – Laicidade e dialética: dois artigos Saint-Simonianos para a sociologia do conheci-mento (Ensaio 127 págs). Internet, Portal MEC.br / E-book / pdf, 2007, Link http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=53879 http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ea000151.pdf
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E-book ainda não publicado:

(1) – A Sociologia do Romance à Luz da Comunicação Social
(Artigos, 135 págs.) E-book, PDF, 2007.

Publicações 2008

Resumo para Cultura e Consciência Coletiva
Esta obra mostra que o estudo histórico da sociologia revela-se uma pesquisa de socio-logia dos quadros operativos da teoria sociológica, especialmente em relação a Max Weber e a Émile Durkheim. Partindo deste último, elaboramos sobre o programa de uma sociologia da vida moral desde o ponto de vista diferencial, levando em conta a microssociologia e a autonomia relativa dos grupos em relação às classes e às socieda-des globais. O subtítulo deste ensaio como Leituras Saint-Simonianas visa acentuar que a sociologia é ciência dos determinismos sociais e que suas raízes estão plantadas na sociedade industrial. (Título: “Cultura e Consciência Coletiva: Leituras Saint-simonianas de Teoria Sociológica”, Dezembro 2007, PDF 209 págs.).
Link http://www.oei.es/salactsi/lumier.pdf
Ou por e-mail

Resumo para Psicologia e Sociologia.
A proposição de que não há comunicação social sem o psiquismo coletivo implica além da sociologia do conhecimento a constatação de que a psicologia coletiva é parte inte-grante da sociologia. Sendo admitido que as fronteiras entre o fisiológico, o psicológico e o social desde o ponto de vista das teorias de consciência aberta no século XX torna-ram-se essencialmente instáveis a sociologia mostra-se cada vez mais indispensável. Afirmando o alcance prioritário dos símbolos sociais para a compreensão dos compor-tamentos e aproveitando as análises de Georges Gurvitch como ultrapassando os limites psicológicos usuais no exame das tipificadas situações conflituais do indivíduo na soci-edade, nesta obra sustentamos que uma vez entendido os termos indivíduo e sociedade como compreendendo quadros propriamente sociológicos chega-se à descoberta da psi-cologia coletiva no âmbito da sociologia. (Autor: Jacob (J.) Lumier; Título: “Psicologia e Sociologia: O Sociólogo como Profissional das Ciências Humanas”, Janeiro 2008, PDF 170 págs.). link http://www.oei.es/salactsi/lumier2.pdf
Ou por e-mail

LIVROS

L’utopie Négative dans la Sociologie de la Littérature:

Articles au Tour de Marcel Proust Redigés en Portugais
(Ensaio 133 pages), Internet, E-book, PDF, 2007,
Paperback: €8.98 Download: €2.18

Communication Sociale et Démocratie
ou Deux Articles de Sociologie de la Connaissance Redigés en Portugais
1- La Culture du Partage;
2- La Fiction dans Les Élections ou Démocratie
et Vote Obligatoire au Brésil. (Ensaio 154 págs)
Internet, E-book, PDF, 2007,
Paperback: €9.65 Download: €1.51

Dans la Voie du Homo Faber:
Articles Saint-Simoniens de Sociologie de la Connaissance Rédigés en
Portugais (Ensaio 185 pages) Internet, E-book, PDF, 2007,
Paperback: €10.40 Download: €2.79

Philosophie à la Lumière de la Communication Sociale:
Réflexion Sur la Lecture de Hegel Rédigée en Portugais.
(Ensaio, 126 pages) Internet, E-book, PDF, 2007,
Paperback: €8.44 Download: €2.77

Sociologie de La Littérature – I :
Lecture de Proust – Une Approche Inspirée par Samuel Beckett
(Ensaio, 134 págs)
Paperback: €7.82 Download: €2.01

Detalhes

http://www.lulu.com/spotlight/jcarlusmagn

O voto obrigatório, as cidades e o eleitor – Parte Primeira.

No âmbito de um regime eleitoral complexo e diferenciado como o voto obrigatório
o Eleitor não se reduz a uma simples função de sistema jurídico-político com figura no contrato de representação.

A ocorrência do regime impositivo torna inócua a abordagem mais funcionalista de explicação do sistema representacional. Por contra exige o estudo descritivo do tipo sociológico do eleitorado como matriz, estudo este imprescindível para compreender a capacidade de produzir tendência política pública como escala de valores, critérios e estilo nas relações com as instâncias constituídas.

A obrigatoriedade do voto nos sistemas institucionais democráticos, vista no paradoxo que a constitui, permanece uma obrigatoriedade que por sua vez é negação em primeiro grau, revelando-se uma imposição que nega em fato o reconhecimento da capacidade política do eleitor, o qual em círculo vicioso descaracteriza qualquer tendência política pública pela ampla disparidade das suas escolhas.

Na mirada da sociologia em profundidade a figura do Eleitor moderno surge com as Cidades livres (Século XIV) levando à Renascença. Nele tem expressão a liberdade política ultrapassando a estrutura feudal, ou melhor: o Eleitor é a liberdade política em ato, é o sujeito in-surgente lá onde a obrigação feudal de ceder bens em obediência deixa de valer; é o liberto da obrigação em obediência.

Originariamente o Eleitor não é um papel social ainda que possa constituí-lo quando em associações voluntárias com funções de formação de opinião e defesa dos interesses dos cidadãos perante as instâncias constituídas.

Visto em profundidade o aspecto funcional no estudo sociológico do universo simbólico-social do Eleitor é antes uma decorrência do que pressuposição, já que se trata de uma função que emana do ato eleitoral como a capacidade de produzir tendência política pública, uma função de liberdade, em perspectiva.

A evolução das cidades livres desde o século XIV caracterizou uma verdadeira revolução municipal, que deu nascimento aos governos provisórios. Tais centros da indústria e do comércio são ao mesmo tempo (a) – os centros da inspiração intelectual e da ressurreição do direito romano; (b) – as sedes de onde parte o conhecimento perceptivo do mundo exterior e de onde partirá, finalmente, o movimento da Renascença.

A Federação das cidades liberadas e suas hierarquias de grupos, como as hierarquias dos mestres de ofícios, as das intendências, as das associações de companheiros e aprendizes, as das sociedades comerciais representa um vasto movimento de liberação das “comunas” urbanas com seus conselhos municipais, onde estão representadas as sociedades comerciais e as corporações de ofícios (para SAINT-SIMON, este movimento marca o começo da era industrial, com a superação progressiva dos “ociosos” pelos “produtivos”).