Suporte para a Agencia Latinoamericana de Información – ALAI

Em solidariedade com a mensagem da Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas – CAOI, reproduzimos aqui na íntegra a carta do amigo Presidente da Agencia Latinoamericana de Información – ALAI

 

ALAI: Tarea de todos

Estimado lector/estimada lectora:

En este año, ALAI cumple 35 años de labor informativa vinculada a los procesos democráticos y a los movimientos sociales de nuestro continente.

Durante estos años mucha agua ha recorrido bajo el puente. Iniciamos dando cuenta de la resistencia a las dictaduras militares y la transición a la democracia; hoy ofrecemos pistas para entender los procesos de cambio en el continente y las crisis en el mundo. Y una constante ha sido el seguimiento de los movimientos sociales, sus avances y retrocesos.

En este trajinar, sin falsa modestia, podemos decir que hemos ganado experiencia en producir servicios informativos que contextualizan la realidad latinoamericana y caribeña y dan cabida al pensamiento crítico que generalmente no encuentra espacio en la agenda mediática comercial.

También hemos trabajado –y lo continuamos haciendo– para construir una plataforma continental de expresión y debate en la que participan líderes sociales, analistas, comunicadores/as, así como medios y redes de comunicación.

Cuando el cerco mediático transnacional no da tregua a los procesos de cambio, ALAI se suma a los medios críticos que han apostado para hacer posible esa “otra comunicación” que apunta a la democratización de la palabra.

No sería posible nuestro trabajo sin la colaboración desinteresada y voluntaria de cientos de personas, medios, organizaciones, centros de estudios y otras entidades con las cuales conformamos una red colaborativa extendida por todo el continente e incluso fuera de él.

Cada día recibimos mensajes de reconocimiento de nuestros/as lectores y lectoras, quienes señalan la utilidad que tienen los materiales que producimos o difundimos.

En el actual contexto complejo, estamos lanzando una campaña de autofinanciamiento para sostener materialmente este trabajo. Por ello, acudimos a Uds, nuestros lectores y lectoras, para invitarles a contribuir a la campaña*. De esta manera podremos garantizar la continuidad de un trabajo informativo alternativo de calidad.

Todo aporte es bienvenido, no importa el monto sino la voluntad de colaborar. También les invitamos a suscribirse a la revista impresa.

Súmate a la campaña para sostener el trabajo informativo de ALAI.

Oscar Ugarteche
Presidente
Agencia Latinoamericana de Información – ALAI

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* Cómo efectuar tu contribución monetaria:

– por Internet (tarjeta de crédito o cuenta Paypal):
– por Western Union o Money Gram
– por money order, o cheque bancario girado sobre Nueva York
– (desde Ecuador solamente) por cheque o depósito bancario.

Indicaciones para cada caso:
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o escribe para solicitar otras opciones de pago a:
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Caráter Reticente e Vontade Política ou: Comentário sobre a dimensão cultural em nossa Democracia

Em recente entrevista divulgada no Observatório da Imprensa em 27/6/2009 (link http://www.observatorio.ig.com.br/artigos.asp?cod=543CID004 ), a Deputada Luiza Erundina deixou claro que um obstáculo à democratização dos meios de comunicação é a falta de avanço do projeto de emenda, o silêncio qualificado lançado contra a PEC disciplinadora que proíbe expressamente parlamentares de serem donos de empresas de radiodifusão.

Não que a reticência sobre a proibição assim projetada indique algum acordo político que empacou, ou esteja a carecer de impulso renovado.

O nível do obstáculo em pauta vai mais além do cálculo para equilibrar o que um ganha e o outro deixa de abrir mão.

A reticência de que não se fala é mais do que figura de estilo, nem se confunde às metáforas. É exercida como alguma coisa prejudicial à tendência para a realização, a qual, em modo ordinário, costuma-se impropriamente identificar à chamada vontade política, historicamente constituída esta com o mandonismo local.

Com efeito, o aspecto prejudicial inviabilizando ou ajuizando previamente contra o esforço coletivo para a realização foi ressentido. Tanto é assim que veio a ser bem notado o déficit de consciência política de que as concessões de rádio e TV constituem patrimônio da sociedade. Confirma-se, então, que a reticência sobre a PEC disciplinadora acima mencionada carece de alcance tático, para dar lugar à escassez de compromisso cultural democrático.

Trata-se da reticência como atitude. Deixa-se de dizer as coisas que podiam ser ditas, não por falta de representação, criar suspense no discurso ou para disfarçar uma intenção. Aliás, não se trata de uma atitude limitada às relações em torno da PEC disciplinadora. Na medida em que denota escassez de compromisso cultural democrático, o caráter reticente se faz acompanhar de um elemento normativo característico da tradição elitista.

Deixar de dizer as coisas que podiam ser ditas é uma atitude e uma conduta regular típica da maneira instituída de fazer política. Um comportamento, modo de ser e agir observado em muitos aspectos da nossa democracia, notadamente na questão do regime eleitoral com voto obrigatório.

Desta forma, há, por exemplo, reticência sobre os projetos em favor do voto facultativo para todos quando se fala em maneira astuta de que já existe a não-obrigatoriedade de votar, seja porque as multas são baixas e muitas vezes deixam de ser cobradas, ou em razão de que nem idosos nem “pós-adolescentes” incorrem na figura esdrúxula do eleitor faltoso“, autêntico entulho autoritário.

O exemplo do silenciar sobre os projetos em favor do voto facultativo não é despropositado, nem aparece aqui sem razão, mas tem alcance crítico decisivo sobre a tradição elitista e valor conjectural explicativo, em face desse tipo quase oblíquo de personalidade que surge em perspectiva no caráter reticente.

É que o voto do eleitor em regime (cartorial) obrigatório introduz por contradição um componente de abertura na representação de interesses, uma mudança latente na estrutura elitária, sobre a qual a elite política é necessariamente (por definição) reticente.

Daí, para encerrar, a escassez de compromisso cultural democrático como um traço da vontade política em nossa democracia.

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