Anúncio: DOWNLOAD E-BOOKS DE J.LUMIER

Os e-books de Jacob Lumier agora estão anunciados, mas os exemplares ainda podem ser adquiridos através de encomenda neste “PRODUÇÃO J.LUMIER PROFISSIONAL BLOG” (basta preencher o formulário de e-mail abaixo).

ANÚNCIO:
SOCIOLOGIA:cursos; e-books.
Publicado no “Balcão.com”: seção Educação, Rio de Janeiro.
Dê uma olhada, faça sua encomenda, divulgue e recomende a leitura.

[J. Lumier é Autor de ensaios sociológicos (e-books) publicados junto ao Website Domínio Público do Ministério de Educação (MEC) e junto à WEB da Organización de Estados Iberoamericanos para la educación, la ciencia y la cultura (OEI)].

Contrário à tecnificação das relações humanas, J.Lumier ultrapassa o psicodrama frequentemente aplicado nos treinamentos para gestão. Suas linhas de pesquisa afirmam as seguintes compreensões:
1)-“as relações com outrem existem em Nós variados e não em indivíduos isolados”.
2)-“A realidade social existe em conjuntos e escapa à subordinação dos homens às máquinas”.
3)-“O conhecimento varia em função dos Nós, grupos, classes e sociedades globais”.

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LITERATURA, SOCIOLOGIA E POLÍTICA: sobre a imagem da Odisséia.

Dentre os relatos épicos da antiguidade clássica admite-se na leitura da Odisséia um interesse diferenciado mais positivo do que a Ilíada. Se esta retrata a ambiência de conquista, a epopéia de Odisseo acentua a aspiração aos valores.

O caráter humano é afirmado constantemente na medida em que, seguindo as orientações de Atenéa e das divindades que o protegem da ira de Poseidon – quem não permitia a libertação de Odisseo da Ilha de Calipso por ter o herói vencido o gigante Polifemo – o herói toma providências, exerce astúcias para prover sua condição humana diante dos obstáculos.

O relato deixa ver que, direcionada para vencer os obstáculos, a liberdade humana é exercida no esforço de realização do herói que aspira reingressar em seus domínios e reencontrar a mulher que lá o aguarda – neste primeiro plano a Odisséia é composta da travessia de Odisseo em meio às tormentas para alcançar e reassumir Ítaca e ali reencontrar Penélope.

Dentre os outros aspectos compostos juntamente com a compreensão do caráter humano, a imagem da Odisséia como fonte para os modelos de civilização nas sociedades históricas perpetuou-se devido à figuração da idéia de sociedade política afirmada na convicção que outorgava o maior valor à descendência dos heróis e tornava seu domínio inacessível a terceiros.

Todo o relato é penetrado por essa convicção acentuada desde as seqüências iniciais com a atuação de Telêmaco, filho de Odisseo, que contestava o costume tribal desagregador permitindo aos sobreviventes apossarem-se dos domínios deixados pelo herói desaparecido e desposarem sua mulher.

A Odisséia dá forma e figura à idéia de que a unidade política conseguida em A Ilíada em torno dos heróis devia ser consolidada mediante a perpetuação da presença desses heróis e para isso o relato afirma o respeito à descendência e domínios dos heróis, põe em questão e condena os costumes alheios ou contrários a essa consciência moral pela primeira vez manifestada em obra de texto na história. Aliás, a comunidade moral é afirmada em perspectiva no papel de Telêmaco buscando apoio junto aos outros heróis retornados.

Seja como for é inegável que o valor da literatura para a civilização tem na Odisséia sua referência máxima, inclusive a idéia de que o texto da escrita inteligente tem serventia indispensável para esclarecer sobre procedimentos e regras da vida em sociedade e crítica dos costumes e crenças, confirmando enfim que, nas sociedades históricas, o conhecimento não é separável da mitologia.

Textos sociológicos, políticos, literários, monográficos e críticos.


Motor de busca google para Textos sociológicos, políticos, literários, monográficos e críticos.
Oferece aprofundamento da busca por temas em ciências humanas e sociais e crítica da cultura,
e localiza autores e obras no website Classiques des Sciences Sociales, da Universidade de Québec, Canadá.

Cultura e consciência coletiva

Com referência à análise da racionalização e em especial no tocante à Renascença, a utilização aplicada do
termo “cultura” em Max Weber se diferencia em certo aspecto da religião já que “afirma a noção de bens de
civilização sem alcance religioso imediato”.
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Ao comunicar sobre a sociologia o sociólogo faz algo mais do que um paper de universidade। Sua aproximação da matéria inclui a mais do caráter desinteressado do conhecimento científico uma mirada vinculada à prática profissional।

Desta sorte produz textos sociológicos, elaborações sobre a realidade social que aportam não só os resultados da sociologia que faz, mas igualmente revelam os procedimentos em vias de fazer.

Há uma indispensabilidade em produzir texto sociológico para a prática do sociólogo, na qual os resultados levam aos procedimentos e vice-versa ultrapassando a sugestão epistemológica de estabelecer um hiato entre contexto da descoberta e contexto da justificação.

Esta obra mostra que o estudo histórico da sociologia revelase uma pesquisa de sociologia dos quadros operativos da teoria sociológica,especialmente em relação a Max Weber e a Émile Durkheim.
Partindo deste último, elaboramos sobre o programa de uma sociologia da vida moral
desde o ponto de vista diferencial, levando em conta a microssociologia
e a autonomia relativa dos grupos em relação às classes e às sociedades globais.

Acentuamos a revalorização pedagógica da colocação do conhecimento em perspectiva sociológica, orientação esta atualmente solicitada para contrarrestar a filosofia abstrata das ciências cognitivas: para o sociólogo não há comunicação sem o psiquismo coletivo.

Entendendo que a linguagem humana exige uma união prévia, seguimos o realismo de Georges Gurvitch em relação ao interesse, alcance e especificidade da teoria sociológica distinguindo sem separar os elementos históricos e os elementos pouco ou não-históricos da realidade social. Desta sorte, aprofundamos a sociologia diferencial e a dialética acentuando o pluralismo social efetivo. Entende-se, portanto, que o subtítulo deste ensaio como Leituras Saint-Simonianas visa acentuar que a sociologia é ciência dos determinismos sociais e que suas raízes estão plantadas na sociedade industrial.

Quanto ao nosso estilo, contrariando as sugestões editoriais de que os escritos com disciplina científica devem ser impessoais, utilizamos a primeira pessoa do plural para afirmar a vontade vontade de valor ou de verdade

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Cultura e consciência coletiva: Leituras Saint-Simonianas de Teoria Sociológica
por
Jacob (J।) Lumier