A Sociologia na Desconstrução das Desigualdades Sociais

Dois Estudos Sobre as Desigualdades Sociais
Jacob (J.) Lumier

O presente livro (em pdf anexo) reúne elementos de sociologia para a desconstrução das desigualdades sociais.

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Apresentação
As desigualdades no capitalismo são frequentemente enfocadas sob um filtro onde se revela o forte caráter ideológico do neoliberalismo. Adotam um posicionamento de que somente poderia haver diminuição das desigualdades lá onde o suposto crescimento econômico (PIB) seja verificado. “Suposto” em razão de que as apostas em uma solução da crise pelo crescimento econômico em escala global são inverossímeis.

Como sabem há uma tendência da consciência coletiva em favor de um bem-estar sem crescimento do consumo mercatório. Comenta-se, por exemplo, o caso do Japão que não cresce há quase 20 anos e tem elevado nível de qualidade de vida. Os economistas se perguntam se o país pode ser um modelo a ser adotado neste novo padrão que, em escala global, a sociedade precisará ter em face de uma crise sem perspectiva de solução pelo crescimento em escala global. Como é sabido, a estagnação da economia japonesa desde o estouro da bolha imobiliária por lá, pode ser vista como precursora das dificuldades que as demais economias avançadas enfrentam, desde a crise de 2008. Sem embargo, o fator importante para que o país tenha resistido relativamente bem à economia estagnada é atribuído não somente à homogeneidade cultural, mas, notadamente, ao baixo grau das desigualdades sociais.

Essa tendência ao decrescimento e à possível substituição do PIB como medida da economia, por si sós, não garantem a ecologia, embora apontem na direção de uma redução de carbono na atmosfera. É aqui que entra a criação de um organismo global para defesa do meio ambiente. Com certeza, tal organização de escala poderá intervir não só para preparar a mudança de valores, mas para fomentar políticas de meio ambiente em todo o planeta.

Mas não é tudo. Da mesma maneira em que a saída do capitalismo passa na ecologia política passa igualmente em especial na aplicação da informática em direção da emancipação do consumo. Tanto é assim que, em relação ao alcance da cultura digital na saída do capitalismo, André Gorz (1923 – 2007) observou que: “ Ce qui importe pour le moment, c’est que la principale force productive et la principale source de rentes [l’informatique et internet] tombent progressivement dans le domaine public et tendent vers la gratui-té; que la propriété privée des moyens de production et donc le monopole de l’offre deviennent progressivement impossibles; que par conséquent l’emprise du capital sur la consommation se relâ-che et que celle-ci peut tendre à s’émanciper de l’offre marchande. Il s’agit là d’une rupture qui mine le capitalisme à sa base” (vide EcoRev – Revue Critique d’Écologie Politique: Dossier Le travail dans la sortie du capitalisme, nº 28, 7 janvier 2008  http://ecorev.org/spip.php?article641  )

Em consequência, a orientação para limitar o estudo das desigualdades sociais ao âmbito do crescimento eco-nômico local (PIB) faz com que o problema sociológico das desigualdades seja reduzido a um simples cálculo matemático sobre a medida relativa da proporção comparada de renda (revenu) entre os que vivem na opulência e os mais pobres (supondo que estes tenham renda proporcional para tal cálculo, isto é, salário mínimo proporcional ao crescimento local). Nessa representação, para que a diminuição tolerada da desigualdade seja calculada, torna-se logicamente necessária e socialmente perpétua a grave disparidade que contrapõe opulência e pobreza, sendo admitido, ademais, que, na baixa do (suposto) crescimento econômico capitalista local, os contrastes entre os poucos mais ricos e os pobres devem aumentar, e, nessa circunstância, nem se deve falar dessa matéria.

No presente livro, se põe em relevo a diferenciação do psiquismo da estrutura de classes, como decorrência do fato de que a fetichização da mercadoria, do dinheiro, do capital, efetuando-se ao nível da economia, reage sobre a mediação constituída entre os interesses privados e o interesse geral, reage sobre o Estado como espaço público.

O autor desenvolve a compreensão de que não há maneira de examinar as desigualdades sociais sem pôr em relevo o processo de unilateralização e a consequente supressão da reciprocidade que ligava os interesses pri-vados e o interesse geral no espaço público. Neste sentido propõe uma aplicação original da teoria sociológica de Henri Lefebvre  [Cf. Lefebvre, Henri (1901 – 1991): “Psicologia das Classes Sociais“, in Gurvitch e al.: ‘Tratado de Sociologia – vol.2’, Porto, Iniciativas Editoriais, 1968, pp.505 a 538 (1ª edição: Paris, PUF, 1960)]

Os dois artigos aqui reunidos são preparatórios à comunicação original e inédita que, em vista de participar no Congresso Mundial de Sociologia em 2014, o autor ofereceu à International Sociological Association – ISA. Foram elaborados junto de Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF/ RIO  < http://ssfrjbrforum.wordpress.com/ >. Foi preservada a versão em Espanhol do Artículo 02, originalmente concebido em prolongamento da Comunicação ao referido Congresso Mundial de Sociologia.

portada

Dois Estudos Sobre as Desigualdades Sociais/// Autor: Lumier, Jacob (J.) ///  Editado por Bubok Publishing S.L. /// Impreso en España ///  Contém notas, citações bibliográficas e sumário /// Novembro 2013, 137 págs. ///tem versão digital em arquivo PDF /// Produção de e-book: Websitio Leituras do Século XX – PLSV:    http://www.leiturasjlumierautor.pro.br ///   ©2013 by Jacob (J.) Lumier Todos os Direitos Reservados

Rio de Janeiro, Novembro 2013
Jacob (J.) Lumier
J.lumier@gmail.com

http://www.leiturasjlumierautor.pro.br/

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Dois Estudos Sobre as Desigualdades Sociais
Jacob (J.) Lumier ________________________________________
Sumário
Epígrafe    7
Apresentação    9
Artigo 01:    15
A desconstrução das desigualdades sociais    15
Artículo 02:    77
La supresión de la reciprocidad en el espacio público    77
Artículo 02 – PARTE-01    81
Psiquismo Colectivo y Estructura de clases    81
La disociación de los tres aspectos del psiquismo y los temas colectivos    87
Artículo 02 – PARTE-02    91
El Pluralismo Social Efectivo    91
>Artigos Anexos    111
Sociologia E Solidariedade    111
Primeiro ano de expressão de Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF/RIO    121
Perfil do Autor Jacob (J.) Lumier    127
Notas de Fim    131

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Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF/RIO

Livro ajuntado: http://ssfrjbrforum.wordpress.com/wp-admin/post.php?post=912&action=edit

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Crítica aos Paradigmas de Localização

Reflexão crítica às orientações centradas nas categorias de posição e movimento, visando dimensionar o alcance da mirada sociológica diferencial.

Desigualdad Global: Cuatro caminos de la política de clase

Parte final do artigo Desigualdad Global:
el Retorno de la Clase (versão espanhola)

Veja” Les Inégalités dans le Monde: la Résurgence des Classes Sociales de Göran Therborn”

 

Cuatro caminos de la política de clase

El resurgimiento de la clase probablemente puede tomar por lo menos dos direcciones muy diferentes, una de clase media y otra de clase obrera, cada una con dos grandes sub-variantes.

Una variante, ideológicamente dominante, de la clase media está a la espera de una clase media mundial emergente que tome posesión de la tierra, compre automóviles, viviendas unifamiliares y un sinfín de electrónica y bienes de consumo duraderos y que haga gasto en turismo internacional.

Si bien este consumismo globalizado y actualizado puede causar pesadillas a las personas con conciencia ecológica, hace que los hombres de negocios, la prensa de negocios y las instituciones empresariales saliven. El consumismo de clase media tiene grandes ventajas, además de los benefi cios empresariales, con capacidad tanto de acomodar los privilegios de los ricos como de proporcionar un horizonte de reposo de la aspiración de las clases populares. Estos sueños en los negocios no están más allá de lo posible pero tienden a subestimar la explosividad social de la actual trayectoria de distanciamiento y exclusión económica.

En la segunda alternativa, la creciente brecha entre la clase media y los ricos lleva a la primera a la política antes que al consumo. En los últimos años hemos visto algo que los europeos, por lo menos, no habían experimentado desde 1848: la movilización de las clases medias en las calles, incluso haciendo revoluciones de clase media.

Muchas de estas movilizaciones de la clase media han sido social y económicamente reaccionarias, al igual que contra Allende en Chile y contra Chávez en Venezuela, o más recientemente, el Tea Party de Estados Unidos.

Contrariamente a la mitología liberal, no hay nada intrínsecamente democrático en las movilizaciones de la clase media, ni en la tailandesa “Camisas Amarillas” de 2008, ni en los dirigentes de los golpes de estado en Chile y Venezuela que dan testimonio de ellas.

… las naciones se hacen

más cercanas y las clases

se alejan…

Otras protestas de la clase media, sin embargo, han sido hostiles al capitalismo oligárquico ‘camarada’ así como a la política oligárquica. La llamada revolución naranja en Ucrania puede que sea lo que más se aproxime al tipo ideal. Pero la “Primavera Árabe” de 2011 también incluye una parte importante, probablemente decisiva, de componente de clase media. El capitalismo excluyente de las altas finanzas o de la alta política, la economía política de y para el 1% más rico, podría traer a la escena política uma clase media enojada con resultados impredecibles.

La otra dirección de clase se centra en la clase obrera. La era de un histórico capitalismo industrial de vanguardia se ha ido, junto al oponente que empoderó, es decir, el movimiento obrero previsto por Marx a mediados del siglo XIX y que se materializó en Europa y sobre todo en los países nórdicos.

Europa y Estados Unidos están ahora en vías de desindustrialización, el capitalismo financiero privado está superando al sector público, las clases trabajadoras se dividen, derrotadas y desmoralizadas.

El resultado de la polarización económica y del aumento de la desigualdad dentro de la nación es la contribución del Atlántico Norte para el resurgimiento mundial de la clase (como mecanismo estructural de distribución).

El relevo de una clase obrera industrial ha pasado a China, el centro emergente de la producción manufacturera mundial. Hoy en día los trabajadores industriales de China son en gran medida inmigrantes en su propio país, hecho producido por el todavía presente sistema hukou de derechos diferentes según el nacimiento urbano o rural. Sin embargo, el crecimiento del capitalismo industrial de China está fortaleciendo la mano de los trabajadores y trabajadoras, que actualmente se manifiestan en las protestas localizadas, y en el aumento de los salarios (Cf. Pun Ngai, en Diálogo Global 1.5). El régimen político de China todavía está formalmente comprometido con el socialismo, en algún sentido. Lo que nos depara el futuro nadie lo sabe.

Pero no puede descartarse una nueva ronda de conflictos distributivos, impulsados por la mano de obra industrial, en gran parte desplazados de Europa a Asia oriental.

Un cuarto escenario de clase derivaría de su dinámica primaria de las clases populares heterogéneas de África, Asia, América Latina, y tal vez, de sus contrapartes menos fuertes en el mundo rico. Fortalecidos por el aumento de la alfabetización y por los nuevos medios de comunicación, los movimientos de la clase popular se enfrentan a grandes obstáculos de división (grupo étnico, religión y particularmente, la brecha entre empleo formal e informal) así como a la dispersión de las actividades, por ejemplo en la venta ambulante y en talleres pequeños.

Sin embargo, las barreras a la organización, movilización y derechos de reunión no son insuperables. En India se han formado poderosas organizaciones de trabajadores y trabajadoras por cuenta propia. El regreso del movimiento de Camisas Rojas de las clases populares de Tailandia como primera fuerza política del país en las elecciones de julio de 2011 y las coaliciones populares de clase, han producido gobiernos de centroizquierda en Brasil y en una serie de países de América Latina.

Cada uno de estos cuatro enfoques a la desigualdad de clase mundial tiene una verosimilitud sociológica, el consumismo globalizado de clase media, la rebeldía política de clase media, la lucha de clases industriales (incluida la posibilidad de compromisos de clase) extendida de Europa a China y Asia oriental, y, en cuarto lugar, movilizaciones heterogéneas de clase popular, encabezadas por los movimientos de América Latina y el Sudeste asiático, pero posiblemente implicando a los países árabes y el África subsahariana (Cf. Enrique de la Garza y Edward Webster en Diálogo Global 1.5).

El escenario más probable para el futuro es que haya grandes pasos a lo largo de los cuatro caminos. Su importancia relativa no sólo es imposible de predecir sino también es probable que sea controvertido valorar las evidencias y evaluar su signifi cado y valor. Sin embargo, está más claro que mientras los Estadosnación sigan siendo organizaciones formidables y los conflictos de clase se mantengan en el limitado estado, el nuevo giro de la desigualdad global significa que las clases aumentarán y las naciones disminuirán su papel en la determinación del curso de la vida humana.

Referencias

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Datt, G., y Ravaillon, M. 2009. “Has India’s Economic Growth Become More Pro-

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Grimm. M. et al. 2009. “Inequality in Human Development. An Empirical Assessment

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http://www.lisproject.org/publications/wpapers.

IMF 2007. World Economic Outlook, October 2007. http://www.imf.org

Kochanowicz, J., et al. 2008. “Intra-Provincial Inequalities and Economic Growth

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Luo Xubei y Zhu Nong 2008. “Rising Income Inequality in China: A Race to the Top”,

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Milanovic, B. 2008. “Even Higher Global Inequality Than Previously Thought”, International

Journal of Health Services: 48:2.

Milanovic, B. 2011. The Haves and the Have-Nots. New York, Basic Books.

UN 2011. The Millennium Development Goals Report 2011. http://www.un.org/

UNDP 2010. Regional Human Development Report for Latin America and the Caribbean.

http://www.undp.org

UN Habitat 2008. The State of the World Cities 2008

 

 

DGN VOL. 2 / # 1 / SEPTIEMBRE 2011